Curso de Meditação:
Datas: terças e sextas (a partir de agosto)
Horário: 15:30 as 17:00 horas - escolha o melhor horário para você !!!!!!
Informações e inscrições: (19) 3876-2488
Meditar é viver! Mais e melhor.
.”Nem pense em virar a página achando que já ouviu falar de todos os benefícios da meditação para a saúde. Vou mostrar as últimas (e surpreendentes) pesquisas sobre o assunto, publicadas em uma das principais revistas científicas do planeta, e ensinar uma técnica tão simples que até quem nunca meditou vai conseguir.
Os números impressionam. Comparada com os efeitos produzidos apenas por medicamentos, a meditação transcendental diminuiu em 49% as mortes por câncer, em 30% as decorrentes de problemas cardiovasculares e em 23% as provocadas por doenças em geral. O estudo, publicado no prestigiadíssimo periódico American Journal of Cardiology, durou nada menos do que 18 anos e foi feito com 202 homens e mulheres idosos e hipertensos que se dedicaram a essa prática sistematicamente. Duas vezes todo santo dia, durante 20 minutos nada além disso.
Note que o estudo se refere à meditação transcendental, uma entre as cerca de 6 mil técnicas meditativas existentes no mundo. Não que as demais não sejam eficazes. São e isso já está mais do que comprovado. "Todas causam um estado de relaxamento psicofísico", explica Roberto Cardoso, professor do Curso de Especialização em Medicina Comportamental da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). O que diferencia a transcendental das demais é, além da simplicidade, a rapidez de seus efeitos. "Ela age de forma surpreendente desde os minutos iniciais, permitindo que o corpo descanse duas vezes mais do que durante o sono", afirma Robert Schneider, diretor do Centro de Prevenção e Medicina Natural da Universidade Maharishi, em Iowa, nos Estados Unidos, e um dos principais autores da pesquisa. Relativamente nova, foi criada há cerca de 40 anos por Maharishi Mahesh Yogi, que se tornou famoso depois de virar o guru dos Beatles.
Diferentemente de outras técnicas, a meditação transcendental não tem cunho religioso nem requer rituais. No chão ou numa cadeira, num sítio bucólico ou numa movimentada avenida, não importa. O resultado é o mesmo, desde que, é claro, você se mantenha numa posição que não force os ossos nem os músculos. Segundo especialistas, o corpo e a mente entram num estado de relaxamento profundo que ajuda a eliminar o estresse. "Ao permitir ao corpo esse descanso, a inteligência interna desperta e restaura o que estiver em desequilíbrio", explica Schneider.
Traduzindo em miúdos, a meditação faz aumentar as ondas alfa no cérebro, relacionadas ao relaxamento. Nesse estado, cai o consumo de oxigênio, desaceleram-se os batimentos cardíacos e o metabolismo inteiro diminui. Em outras palavras, o organismo gasta menos energia para funcionar. "Isso representa um tremendo repouso", diz Cardoso. Sem contar que a prática regular reduz o estado de alerta permanente aquela mania que a gente tem de estar sempre ligado em tudo e manda embora a ansiedade. "Depois de dois ou três dias, já dá para sentir maior serenidade interior", garante Markus Schuler, professor da Sociedade Internacional de Meditação Transcendental, em São Paulo.
Há mais de 30 anos a Medicina estuda os benefícios dessa prática milenar, seja para prevenir doenças, seja para tratá-las ou mesmo servir de atalho para a cura. Além de ensinar nosso organismo a gastar menos energia e dar um breque no efeito dominó do estresse, a meditação nos ajuda a raciocinar melhor.
Segundo pesquisadores da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, a prática aumenta a atividade na região frontal do cérebro, responsável pela concentração, abstração e atenção. Outros estudos também comprovaram que a meditação retarda o envelhecimento, melhora a qualidade de vida de portadores de doenças graves e auxilia na redução do consumo de cigarro, álcool e outras drogas.
Passo a passo:
1. Com uma roupa confortável e os pés descalços, sente-se num local onde se sinta bem acomodado. Se for numa cadeira, fique na ponta para apoiar os pés no chão. Numa almofada, cruze as pernas.
2. Encaixe os quadris e mantenha a coluna ereta. Solte os ombros para não forçar a musculatura. Evite mudar de posição, mesmo que sinta dor e desconforto. Isso facilita a concentração e evita os pensamentos dispersivos.
3. Para manter a cabeça na linha da coluna, inclinelevemente o queixo para baixo até que ele fique paralelo ao corpo. A língua no céu da boca facilita a passagem da saliva. Mantenha os olhos semi-abertos e fixe-os num ponto para não adormecer.
4. Coloque a mão direita sobre a esquerda e una a ponta dos polegares. Repouse as mãos nesta posição em seu colo. Agora, procure esvaziar a mente, sem se concentrar em nenhum pensamento.
terça-feira, 21 de junho de 2011
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Moral e Ética - aula ministrada por mim na Faculdade Anhanguera em Valinhos
MORAL E ÉTICA
Moral e Ética: Dois Conceitos de Uma Mesma Realidade
A confusão que acontece entre as palavras Moral e Ética existem há muitos séculos. A própria etimologia destes termos gera confusão, sendo que Ética vem do grego “ethos” que significa modo de ser, e Moral tem sua origem no latim, que vem de “mores”, significando costumes.
Esta confusão pode ser resolvida com o esclarecimento dos dois temas, sendo que Moral é um conjunto de normas que regulam o comportamento do homem em sociedade, e estas normas são adquiridas pela educação, pela tradição e pelo cotidiano. Durkheim explicava Moral como a “ciência dos costumes”, sendo algo anterior a própria sociedade. A Moral tem caráter obrigatório.
Já a palavra Ética, Motta (1984) defini como um “conjunto de valores que orientam o comportamento do homem em relação aos outros homens na sociedade em que vive, garantindo, outrossim, o bem-estar social”, ou seja, Ética é a forma que o homem deve se comportar no seu meio social.
A Moral sempre existiu, pois todo ser humano possui a consciência Moral que o leva a distinguir o bem do mal no contexto em que vive. Surgindo realmente quando o homem passou a fazer parte de agrupamentos, isto é, surgiu nas sociedades primitivas, nas primeiras tribos. A Ética teria surgido com Sócrates, pois se exigi maior grau de cultura. Ela investiga e explica as normas morais, pois leva o homem a agir não só por tradição, educação ou hábito, mas principalmente por convicção e inteligência. Vásquez (1998) aponta que a Ética é teórica e reflexiva, enquanto a Moral é eminentemente prática. Uma completa a outra, havendo um inter-relacionamento entre ambas, pois na ação humana, o conhecer e o agir são indissociáveis.
Em nome da amizade, deve-se guardar silêncio diante do ato de um traidor? Em situações como esta, os indivíduos se deparam com a necessidade de organizar o seu comportamento por normas que se julgam mais apropriadas ou mais dignas de ser cumpridas. Tais normas são aceitas como obrigatórias, e desta forma, as pessoas compreendem que têm o dever de agir desta ou daquela maneira. Porém o comportamento é o resultado de normas já estabelecidas, não sendo, então, uma decisão natural, pois todo comportamento sofrerá um julgamento. E a diferença prática entre Moral e Ética é que esta é o juiz das morais, assim Ética é uma espécie de legislação do comportamento Moral das pessoas. Mas a função fundamental é a mesma de toda teoria: explorar, esclarecer ou investigar uma determinada realidade.
A Moral, afinal, não é somente um ato individual, pois as pessoas são, por natureza, seres sociais, assim percebe-se que a Moral também é um empreendimento social. E esses atos morais, quando realizados por livre participação da pessoa, são aceitas, voluntariamente.
Pois assim determina Vasquez (1998) ao citar Moral como um “sistema de normas, princípios e valores, segundo o qual são regulamentadas as relações mútuas entre os indivíduos ou entre estes e a comunidade, de tal maneira que estas normas, dotadas de um caráter histórico e social, sejam acatadas livres e conscientemente, por uma convicção íntima, e não de uma maneira mecânica, externa ou impessoal”.
Enfim, Ética e Moral são os maiores valores do homem livre. Ambos significam "respeitar e venerar a vida". O homem, com seu livre arbítrio, vai formando seu meio ambiente ou o destruindo, ou ele apóia a natureza e suas criaturas ou ele subjuga tudo que pode dominar, e assim ele mesmo se torna no bem ou no mal deste planeta. Deste modo, Ética e a Moral se formam numa mesma realidade.
Moral e Ética: Dois Conceitos de Uma Mesma Realidade
A confusão que acontece entre as palavras Moral e Ética existem há muitos séculos. A própria etimologia destes termos gera confusão, sendo que Ética vem do grego “ethos” que significa modo de ser, e Moral tem sua origem no latim, que vem de “mores”, significando costumes.
Esta confusão pode ser resolvida com o esclarecimento dos dois temas, sendo que Moral é um conjunto de normas que regulam o comportamento do homem em sociedade, e estas normas são adquiridas pela educação, pela tradição e pelo cotidiano. Durkheim explicava Moral como a “ciência dos costumes”, sendo algo anterior a própria sociedade. A Moral tem caráter obrigatório.
Já a palavra Ética, Motta (1984) defini como um “conjunto de valores que orientam o comportamento do homem em relação aos outros homens na sociedade em que vive, garantindo, outrossim, o bem-estar social”, ou seja, Ética é a forma que o homem deve se comportar no seu meio social.
A Moral sempre existiu, pois todo ser humano possui a consciência Moral que o leva a distinguir o bem do mal no contexto em que vive. Surgindo realmente quando o homem passou a fazer parte de agrupamentos, isto é, surgiu nas sociedades primitivas, nas primeiras tribos. A Ética teria surgido com Sócrates, pois se exigi maior grau de cultura. Ela investiga e explica as normas morais, pois leva o homem a agir não só por tradição, educação ou hábito, mas principalmente por convicção e inteligência. Vásquez (1998) aponta que a Ética é teórica e reflexiva, enquanto a Moral é eminentemente prática. Uma completa a outra, havendo um inter-relacionamento entre ambas, pois na ação humana, o conhecer e o agir são indissociáveis.
Em nome da amizade, deve-se guardar silêncio diante do ato de um traidor? Em situações como esta, os indivíduos se deparam com a necessidade de organizar o seu comportamento por normas que se julgam mais apropriadas ou mais dignas de ser cumpridas. Tais normas são aceitas como obrigatórias, e desta forma, as pessoas compreendem que têm o dever de agir desta ou daquela maneira. Porém o comportamento é o resultado de normas já estabelecidas, não sendo, então, uma decisão natural, pois todo comportamento sofrerá um julgamento. E a diferença prática entre Moral e Ética é que esta é o juiz das morais, assim Ética é uma espécie de legislação do comportamento Moral das pessoas. Mas a função fundamental é a mesma de toda teoria: explorar, esclarecer ou investigar uma determinada realidade.
A Moral, afinal, não é somente um ato individual, pois as pessoas são, por natureza, seres sociais, assim percebe-se que a Moral também é um empreendimento social. E esses atos morais, quando realizados por livre participação da pessoa, são aceitas, voluntariamente.
Pois assim determina Vasquez (1998) ao citar Moral como um “sistema de normas, princípios e valores, segundo o qual são regulamentadas as relações mútuas entre os indivíduos ou entre estes e a comunidade, de tal maneira que estas normas, dotadas de um caráter histórico e social, sejam acatadas livres e conscientemente, por uma convicção íntima, e não de uma maneira mecânica, externa ou impessoal”.
Enfim, Ética e Moral são os maiores valores do homem livre. Ambos significam "respeitar e venerar a vida". O homem, com seu livre arbítrio, vai formando seu meio ambiente ou o destruindo, ou ele apóia a natureza e suas criaturas ou ele subjuga tudo que pode dominar, e assim ele mesmo se torna no bem ou no mal deste planeta. Deste modo, Ética e a Moral se formam numa mesma realidade.
quarta-feira, 1 de junho de 2011
A Estratégia do Golfinho
A Estratégia do Golfinho
Esta pesquisa foi elaborada por Dudley Lynch, presidente da Brain Technologies Corporation, Colorado, EUA, e por Paul L. Kordis, gerente de treinamento da Hewlett-Packard Company. As idéias destes autores marcam uma nova era para a ciência da liderança, das negociações e do relacionamento humano no trabalho. Comparando o comportamento humano com os hábitos de três animais aquáticos, os autores desta pesquisa demonstram duas atitudes ultrapassadas (que são a da carpa e a do tubarão) e uma atitude nova frente aos contínuos e inéditos desafios de um mundo em constante mudança.
A carpa foge dos problemas e evita perder, freando todo o seu desenvolvimento e podendo contaminar, com o seu pessimismo, as pessoas ao seu redor.
O tubarão é competitivo e agressivo, desconsiderando as outras pessoas – querendo, assim, obter o máximo de lucro possível. As duas atitudes estão fadadas ao fracasso, porque, atualmente, não podemos mais fugir dos desafios nem agir fora de um espírito de equipe e colaboração.
É por este motivo que os autores sugerem uma nova forma de agir para os tempos atuais, que se chama “estratégia do golfinho”.
Nesta estratégia, valoriza-se ao máximo o potencial humano, que pode ser usado com elegância, inteligência e estratégia. As ferramentas para esta realização estão na flexibilidade e na criatividade, sendo que estas capacidades (bem como toda a estratégia do golfinho) podem ser desenvolvidas nas pessoas através de treinamentos.
Podemos dizer que a pessoa que desenvolve a estratégia do golfinho está sempre num estado de prontidão para as mudanças e para os novos desafios. As mudanças estão acelerando-se em todas as áreas conhecidas. A pessoa que quiser preparar-se para o futuro – que se aproxima cada vez com maior rapidez – precisa ser flexível para mudanças.
Carpa
Não confia em si mesma;
Não se acha capaz;
Tem medo da vida;
Acha-se uma vítima;
Parece “boazinha”;
Engole “sapos”;
Carrega mágoas;
É uma CPE – carpa pseudo esclarecida;
Tem uma forma “bonita” de mostrar o fracasso;
Tem aparentes motivos nobres para agir;
Foge da vida.
Tubarão
É agressivo para vencer;
Evita a realidade;
Esconde os seus erros;
Acha-se melhor;
Quer controlar;
Não tem contato interno;
Conquista ou troca;
Acredita que, se alguém tem de perder, que seja o outro;
Possui estratégia antiga de administração;
Faz crescer o número de inimigos.
Golfinho
Tem inteligência para buscar soluções;
É Criativo;
É Flexivel;
Faz mais com menos;
Sabe ser paciente;
Sabe se defender;
Evita criticar negativamente;
Vai além dos hábitos;
Procura o inesperado;
Procura várias vezes a solução;
Vê a vida com propósito;
Não tráz sofrimento.
Esta pesquisa foi elaborada por Dudley Lynch, presidente da Brain Technologies Corporation, Colorado, EUA, e por Paul L. Kordis, gerente de treinamento da Hewlett-Packard Company. As idéias destes autores marcam uma nova era para a ciência da liderança, das negociações e do relacionamento humano no trabalho. Comparando o comportamento humano com os hábitos de três animais aquáticos, os autores desta pesquisa demonstram duas atitudes ultrapassadas (que são a da carpa e a do tubarão) e uma atitude nova frente aos contínuos e inéditos desafios de um mundo em constante mudança.
A carpa foge dos problemas e evita perder, freando todo o seu desenvolvimento e podendo contaminar, com o seu pessimismo, as pessoas ao seu redor.
O tubarão é competitivo e agressivo, desconsiderando as outras pessoas – querendo, assim, obter o máximo de lucro possível. As duas atitudes estão fadadas ao fracasso, porque, atualmente, não podemos mais fugir dos desafios nem agir fora de um espírito de equipe e colaboração.
É por este motivo que os autores sugerem uma nova forma de agir para os tempos atuais, que se chama “estratégia do golfinho”.
Nesta estratégia, valoriza-se ao máximo o potencial humano, que pode ser usado com elegância, inteligência e estratégia. As ferramentas para esta realização estão na flexibilidade e na criatividade, sendo que estas capacidades (bem como toda a estratégia do golfinho) podem ser desenvolvidas nas pessoas através de treinamentos.
Podemos dizer que a pessoa que desenvolve a estratégia do golfinho está sempre num estado de prontidão para as mudanças e para os novos desafios. As mudanças estão acelerando-se em todas as áreas conhecidas. A pessoa que quiser preparar-se para o futuro – que se aproxima cada vez com maior rapidez – precisa ser flexível para mudanças.
Carpa
Não confia em si mesma;
Não se acha capaz;
Tem medo da vida;
Acha-se uma vítima;
Parece “boazinha”;
Engole “sapos”;
Carrega mágoas;
É uma CPE – carpa pseudo esclarecida;
Tem uma forma “bonita” de mostrar o fracasso;
Tem aparentes motivos nobres para agir;
Foge da vida.
Tubarão
É agressivo para vencer;
Evita a realidade;
Esconde os seus erros;
Acha-se melhor;
Quer controlar;
Não tem contato interno;
Conquista ou troca;
Acredita que, se alguém tem de perder, que seja o outro;
Possui estratégia antiga de administração;
Faz crescer o número de inimigos.
Golfinho
Tem inteligência para buscar soluções;
É Criativo;
É Flexivel;
Faz mais com menos;
Sabe ser paciente;
Sabe se defender;
Evita criticar negativamente;
Vai além dos hábitos;
Procura o inesperado;
Procura várias vezes a solução;
Vê a vida com propósito;
Não tráz sofrimento.
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Entrevista na Rádio Valinhos FM 105,9
Na última segunda-feira dia 14 de fevereiro de 2011, fui entrevistado na Rádio Comunitária de Valinhos, onde agora sou colaborador e abordei o Tema: Ser Velho ou Ser Idoso...
Resumo:
SER VELHO OU SER IDOSO...
Alguém me perguntou outro dia se usar a expressão “ idoso “ em lugar de “velho “ para se referir a pessoas com mais de 60 anos não seria um puro artifício semântico ou um mero eufemismo para camuflar a dura e cruel realidade do envelhecimento humano.
Respondi que não, porque realmente existem diferenças sensíveis entre ser idoso e ser velho.
Eu citei, então, o livro “Aprenda a curtir seus anos dourados”, de Jorge R. Nascimento, no qual o autor nos dá elementos preciosos para fazer aquela distinção.
E agora, com a devida permissão do citado mestre, destaco algumas coisas bem interessantes que ele coloca a respeito, tais como:
• Idoso é quem tem muita idade; velho é quem perdeu a jovialidade.
• Você é idoso quando sonha; você é velho quando apenas dorme.
• Você é idoso quando ainda aprende; você é velho quando já nem ensina.
• Você é idoso quando se exercita; você é velho quando apenas descansa.
• Você é idoso quando ainda sente amor; você é velho quando só sente ciúmes.
• Você é idoso quando o dia de hoje é o primeiro do resto de sua vida; você é velho quando todos os dias parecem o último da sua longa jornada.
• Você é idoso quando seu calendário só tem amanhãs; você é velho quando o calendário só tem ontem.
• O idoso tem planos; o velho apenas saudades.
• O idoso leva uma vida ativa, plena de projetos e prenhe de esperança; para ele o tempo passa rápido, mas a velhice nunca chega.
• Para o velho as horas se arrastam, destituídas de sentido.
• As rugas do idoso são bonitas, porque foram marcadas pelo sorriso; as rugas do velho são feias, porque foram vincadas pela amargura.
Diante do exposto, faço minhas as palavras do mesmo autor, quando ele recomenda que todos devemos viver uma longa vida, mas nunca ficar velho!
E por fim, valho-me do pensamento de outro autor, o gaúcho José Ricardo, para ilustrar tudo o que foi exposto anteriormente: “idoso e velho podem ter a mesma idade no cartório, mas têm idade diferentes no coração”.
Resumo:
SER VELHO OU SER IDOSO...
Alguém me perguntou outro dia se usar a expressão “ idoso “ em lugar de “velho “ para se referir a pessoas com mais de 60 anos não seria um puro artifício semântico ou um mero eufemismo para camuflar a dura e cruel realidade do envelhecimento humano.
Respondi que não, porque realmente existem diferenças sensíveis entre ser idoso e ser velho.
Eu citei, então, o livro “Aprenda a curtir seus anos dourados”, de Jorge R. Nascimento, no qual o autor nos dá elementos preciosos para fazer aquela distinção.
E agora, com a devida permissão do citado mestre, destaco algumas coisas bem interessantes que ele coloca a respeito, tais como:
• Idoso é quem tem muita idade; velho é quem perdeu a jovialidade.
• Você é idoso quando sonha; você é velho quando apenas dorme.
• Você é idoso quando ainda aprende; você é velho quando já nem ensina.
• Você é idoso quando se exercita; você é velho quando apenas descansa.
• Você é idoso quando ainda sente amor; você é velho quando só sente ciúmes.
• Você é idoso quando o dia de hoje é o primeiro do resto de sua vida; você é velho quando todos os dias parecem o último da sua longa jornada.
• Você é idoso quando seu calendário só tem amanhãs; você é velho quando o calendário só tem ontem.
• O idoso tem planos; o velho apenas saudades.
• O idoso leva uma vida ativa, plena de projetos e prenhe de esperança; para ele o tempo passa rápido, mas a velhice nunca chega.
• Para o velho as horas se arrastam, destituídas de sentido.
• As rugas do idoso são bonitas, porque foram marcadas pelo sorriso; as rugas do velho são feias, porque foram vincadas pela amargura.
Diante do exposto, faço minhas as palavras do mesmo autor, quando ele recomenda que todos devemos viver uma longa vida, mas nunca ficar velho!
E por fim, valho-me do pensamento de outro autor, o gaúcho José Ricardo, para ilustrar tudo o que foi exposto anteriormente: “idoso e velho podem ter a mesma idade no cartório, mas têm idade diferentes no coração”.
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Recomeçar
Recomeçar...
Não importa onde você parou...
em que momento da vida você cansou...
o que importa é que sempre é possível e
necessário "Recomeçar".
Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo...
é renovar as esperanças na vida e o mais importante...
acreditar em você de novo.
Sofreu muito nesse período?
foi aprendizado...
Chorou muito?
foi limpeza da alma...
Ficou com raiva das pessoas?
foi para perdoá-las um dia...
Sentiu-se só por diversas vezes?
é porque fechaste a porta até para os anjos...
Acreditou que tudo estava perdido?
era o início da tua melhora...
Pois é...agora é hora de reiniciar...de pensar na luz...
de encontrar prazer nas coisas simples de novo.
Que tal
Um corte de cabelo arrojado...diferente?
Um novo curso...ou aquele velho desejo de aprender a
pintar...desenhar...dominar o computador...
ou qualquer outra coisa...
Olha quanto desafio...
quanta coisa nova nesse mundão de meu Deus te
esperando.
Tá se sentindo sozinho?
besteira...tem tanta gente que você afastou com o
seu "período de isolamento"...
tem tanta gente esperando apenas um sorriso teu
para "chegar" perto de você.
Quando nos trancamos na tristeza...
nem nós mesmos nos suportamos...
ficamos horríveis...
o mal humor vai comendo nosso fígado...
até a boca fica amarga.
Recomeçar...
hoje é um bom dia para começar novos
desafios.
Onde você quer chegar?
ir alto...sonhe alto... queira o
melhor do melhor... queira coisas boas para a vida...
pensando assim trazemos prá nós aquilo que desejamos...
se pensamos pequeno...
coisas pequenas teremos...
já se desejarmos fortemente o melhor e principalmente
lutarmos pelo melhor...
o melhor vai se instalar na nossa vida.
E é hoje o dia da faxina mental...
joga fora tudo que te prende ao passado... ao mundinho
de coisas tristes...
fotos...peças de roupa, papel de bala...ingressos de
cinema, bilhetes de viagens...
e toda aquela tranqueira que guardamos
quando nos julgamos apaixonados...
jogue tudo fora... mas principalmente...
esvazie seu coração... fique pronto para a vida...
para um novo amor...
Lembre-se somos apaixonáveis...
somos sempre capazes de amar muitas e muitas vezes...
afinal de contas...
Nós somos o "Amor"...
" Porque sou do tamanho daquilo que vejo, e não do
tamanho da minha altura."
(Paulo Roberto Gaefke)
Não importa onde você parou...
em que momento da vida você cansou...
o que importa é que sempre é possível e
necessário "Recomeçar".
Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo...
é renovar as esperanças na vida e o mais importante...
acreditar em você de novo.
Sofreu muito nesse período?
foi aprendizado...
Chorou muito?
foi limpeza da alma...
Ficou com raiva das pessoas?
foi para perdoá-las um dia...
Sentiu-se só por diversas vezes?
é porque fechaste a porta até para os anjos...
Acreditou que tudo estava perdido?
era o início da tua melhora...
Pois é...agora é hora de reiniciar...de pensar na luz...
de encontrar prazer nas coisas simples de novo.
Que tal
Um corte de cabelo arrojado...diferente?
Um novo curso...ou aquele velho desejo de aprender a
pintar...desenhar...dominar o computador...
ou qualquer outra coisa...
Olha quanto desafio...
quanta coisa nova nesse mundão de meu Deus te
esperando.
Tá se sentindo sozinho?
besteira...tem tanta gente que você afastou com o
seu "período de isolamento"...
tem tanta gente esperando apenas um sorriso teu
para "chegar" perto de você.
Quando nos trancamos na tristeza...
nem nós mesmos nos suportamos...
ficamos horríveis...
o mal humor vai comendo nosso fígado...
até a boca fica amarga.
Recomeçar...
hoje é um bom dia para começar novos
desafios.
Onde você quer chegar?
ir alto...sonhe alto... queira o
melhor do melhor... queira coisas boas para a vida...
pensando assim trazemos prá nós aquilo que desejamos...
se pensamos pequeno...
coisas pequenas teremos...
já se desejarmos fortemente o melhor e principalmente
lutarmos pelo melhor...
o melhor vai se instalar na nossa vida.
E é hoje o dia da faxina mental...
joga fora tudo que te prende ao passado... ao mundinho
de coisas tristes...
fotos...peças de roupa, papel de bala...ingressos de
cinema, bilhetes de viagens...
e toda aquela tranqueira que guardamos
quando nos julgamos apaixonados...
jogue tudo fora... mas principalmente...
esvazie seu coração... fique pronto para a vida...
para um novo amor...
Lembre-se somos apaixonáveis...
somos sempre capazes de amar muitas e muitas vezes...
afinal de contas...
Nós somos o "Amor"...
" Porque sou do tamanho daquilo que vejo, e não do
tamanho da minha altura."
(Paulo Roberto Gaefke)
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
A Inclusão Social do Idoso
A INCLUSÃO
SOCIAL DO IDOSO
A proposta de prolongar a vida das pessoas é coerente desde que seja consolidada com a promessa de desfrutar melhor qualidade de vida neste período de sobrevida que cada indivíduo receberá. Porém, o que se vê é a rejeição, o desrespeito e a exclusão social dos idosos.
Torna-se necessário aproveitarmos o momento propício em que nos encontramos, pois a maior produção mundial de alimentos, os avanços da ciência e medicina, a evolução tecnológica são norteadores do aumento paulatino da expectativa de vida dos seres humanos.
Os estudos também têm-nos mostrado que os idosos não perdem sua capacidade funcional se preparados com atividades físicas e mentais.
É necessário que estas atividades sejam observadas com certos critérios, pois atualmente elas são aplicadas com pouco ou quase nenhum controle na maior parte das instituições assistenciais, academias de ginástica e outras entidades
Em pesquisa recente tive a oportunidade de observar que o maior número de idosos praticantes de exercícios físicos e buscando conhecimentos são mulheres. Nas instituições assistenciais a atividade física mais praticada por elas é a dança de salão (não podemos esquecer o perfil social e lúdico que esta atividade folclórica representa para este público), nas academias de ginástica a mais praticada é a hidroginástica (este número é bem representado pelas indicações médicas) .
É importante salientar que, muitas das vezes, o idoso não necessita somente de força, equilíbrio, resistência e destreza, mas também de carinho, atenção, cuidados, lazer e contato social, auto-estima, o que muitas outras atividades podem colaborar muito nestes aspectos.
Cabe a nós, profissionais da saúde, nos organizarmos para melhor indicar estas atividades físicas. Investigando melhor o estado de saúde física e mental em que se encontra o idoso, seu nível de dependência, suas necessidades, seus anseios, seus temores, para assim, melhor estruturarmos programas de saúde com equipes interdisciplinares que sejam verdadeiramente dedicados aos nossos idosos.
Agora imagine-se bem velhinho. Como você poderá garantir o seu futuro se não se preparar para a sua velhice?
Então façamos já a nossa pequena parcela neste processo de resgate de valores. Se cada um de nós fizer o pouco que nos cabe, já será o bastante para vivermos com a garantia de um futuro melhor.
SOCIAL DO IDOSO
A proposta de prolongar a vida das pessoas é coerente desde que seja consolidada com a promessa de desfrutar melhor qualidade de vida neste período de sobrevida que cada indivíduo receberá. Porém, o que se vê é a rejeição, o desrespeito e a exclusão social dos idosos.
Torna-se necessário aproveitarmos o momento propício em que nos encontramos, pois a maior produção mundial de alimentos, os avanços da ciência e medicina, a evolução tecnológica são norteadores do aumento paulatino da expectativa de vida dos seres humanos.
Os estudos também têm-nos mostrado que os idosos não perdem sua capacidade funcional se preparados com atividades físicas e mentais.
É necessário que estas atividades sejam observadas com certos critérios, pois atualmente elas são aplicadas com pouco ou quase nenhum controle na maior parte das instituições assistenciais, academias de ginástica e outras entidades
Em pesquisa recente tive a oportunidade de observar que o maior número de idosos praticantes de exercícios físicos e buscando conhecimentos são mulheres. Nas instituições assistenciais a atividade física mais praticada por elas é a dança de salão (não podemos esquecer o perfil social e lúdico que esta atividade folclórica representa para este público), nas academias de ginástica a mais praticada é a hidroginástica (este número é bem representado pelas indicações médicas) .
É importante salientar que, muitas das vezes, o idoso não necessita somente de força, equilíbrio, resistência e destreza, mas também de carinho, atenção, cuidados, lazer e contato social, auto-estima, o que muitas outras atividades podem colaborar muito nestes aspectos.
Cabe a nós, profissionais da saúde, nos organizarmos para melhor indicar estas atividades físicas. Investigando melhor o estado de saúde física e mental em que se encontra o idoso, seu nível de dependência, suas necessidades, seus anseios, seus temores, para assim, melhor estruturarmos programas de saúde com equipes interdisciplinares que sejam verdadeiramente dedicados aos nossos idosos.
Agora imagine-se bem velhinho. Como você poderá garantir o seu futuro se não se preparar para a sua velhice?
Então façamos já a nossa pequena parcela neste processo de resgate de valores. Se cada um de nós fizer o pouco que nos cabe, já será o bastante para vivermos com a garantia de um futuro melhor.
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Fobia Social- Conceito, Sintomas e Tratamento
FOBIA SOCIAL ou TRANSTORNO DE ANSIEDADE SOCIAL

Na fobia social a pessoa se sente ansiosa em "situações sociais", quando pode estar sendo observada pelos outros. A pessoa fica insegura, temendo pelo seu desempenho e preocupada com o que poderão pensar dela naquele estado. O grau de ansiedade pode ser muito intenso, podendo chegar a uma crise de pânico.
As situações sociais temidas podem ser variadas, como escrever na frente dos outros, falar em público, comer em lugares públicos, entrar em lugares cheios, ir a uma festa, fazer uma entrevista de emprego, conversar etc.
O Transtorno de Ansiedade Social pode ser classificado em dois subtipos. Um subtipo denominado generalizado, na qual a pessoa teme quase todas as situações sociais: conversar, namorar, sair em lugares públicos, falar, comer, escrever em público, etc
E um subtipo denominado não generalizado, ou restrito, no qual a pessoa teme uma ou poucas situações sociais específicas.
Durante a situação social a ansiedade tende a persistir levando a pessoa a ter que suportar níveis altos de sofrimento. Quando sai da situação, a ansiedade tende a diminuir significativamente, o que reforça tendências de fuga e evitação de novas situações. A expectativa de viver um evento social pode ativar ansiedade e levar a pessoa a evitar as situações sociais temidas. Este comportamento de evitação tende a ir limitando a vida da pessoa.
A fobia social se diferencia da timidez comum pelo grau de intensidade da ansiedade gerada antes e durante a situação social e pelo grau de prejuízos que traz à vida da pessoa, com comprometimentos que podem alcançar a esfera profissional, escolar e social. Poderia ser chamada de "timidez patológica".
Pelo caráter pouco conhecido do transtorno muitas pessoas só procuram ajuda quando seu quadro está associado a outros problemas. A fobia social tende a abalar a auto-estima da pessoa e pode contribuir para o desenvolvimento de depressão, abuso de álcool e drogas e outros quadros ansiosos.
A Fobia Social é reconhecida pela Organização Mundial da Saúde como um transtorno psicológico. As pesquisas indicam que entre 4 e 12% de pessoas vão apresentar transtorno de ansiedade social em algum momento de suas vidas.
SINTOMAS
Numa situação social temida a pessoa com fobia social apresenta sintomas de ansiedade e sintomas situacionais.
Os sintomas de ansiedade podem incluir palpitações, falta de ar, tontura, sensação de desmaio, enrubescimento, suor, etc.
Os sintomas situacionais podem variar como: tremer e não conseguir escrever, gaguejar, travar a garganta e não conseguir engolir, sentir vontade de ir ao banheiro, dar um branco e não lembrar de algo importante, etc. Estas reações produzem forte insegurança, levando a pessoa a duvidar de sua capacidade de conseguir desempenhar aquela função social.
É comum que a pessoa comece a temer antecipadamente sentir-se mal nas situações, o que dispara uma ansiedade antecipatória forte. Há um medo de se sentir embaraçado, inadequado e não se sair bem na situação. A dúvida e a incerteza produzem insegurança e ansiedade. Uma das conseqüências é a pessoa começar a evitar situações em que ela imagina que poderá passar mal, o que vai restringindo sua vida.
Uma das fantasias comuns é que os outros estão percebendo que ela está passando mal, percebendo sintomas como tremor, suor, rubor na face, alteração da voz, etc. Assim a pessoa vai ficando cada vez mais insegura e ansiosa, o que vai aumentando seus sintomas. Mesmo que ninguém esteja objetivamente olhando ou avaliando a pessoa, ela sofre com o pensamento de estar sendo observada, com receio que possam ver como ela está ansiosa, desajeitada, etc.
A análise psicológica costuma demonstrar que a pessoa com fobia social tende a colocar muita importância na opinião dos outros. É como se a pessoa estivesse des-centrada, como se o centro de sua consciência estivesse no olhar do outro e ela se olhasse a partir de fora. Há muita energia psicológica neste olhar de fora. É necessário trazer a pessoa de volta, para o seu centro interno.
TRATAMENTO
O tratamento psicológico da fobia social foca alguns pontos principais:
1 Ensinar a pessoa técnicas de autogerenciamento para aprender a regular o grau de ansiedade na situação. Este aprendizado diminui o impacto das reações de ansiedade, que minam o sentimento de segurança na situação. Desenvolve também o autocentramento, importante para a pessoa se sentir mais segura. Neste processo utilizamos métodos de autogerenciamento como o Método dos Cinco Passos, Técnicas de Relaxamento, trabalhos oculares para desenvolver a atenção, autocentramento e presença, técnicas de controle respiratório etc. Conforme a pessoa vai sendo capaz de regular sua ansiedade, aumenta seu sentimento de confiança.
2 Identificar e trabalhar com as distorções cognitivas que levam a pessoa a se sentir mais ansiosa. Há uma série de pensamentos que tendem a ficar distorcidos e exagerados, quando a pessoa, por exemplo, sente ser o centro da atenção (quando não é), imagina que estão olhando criticamente para ela (quando não estão), acha que os outros estão percebendo claramente seu estado interno (quando não estão), imagina que a ansiedade destruirá sua performance (quando poderia ter boa performance mesmo estando ansiosa) e prevê consequências catastróficas para a situação, exagerando os riscos de sua ansiedade. Aprender a identificar e avaliar objetivamente estes pensamentos ajuda a pessoa a construir uma perspectiva mais clara da situação, funcionando como um regulador da ansiedade.
3 Perder o medo da reação de ansiedade nas situações sociais. Na situação social, a pessoa teme ficar ansiosa e não saber como lidar com este estado e as consequências que ela imagina que poderiam advir. É importante perder o medo das reações de ansiedade e aprender como é possível ter um bom desempenho social com graus variados de ansiedade. Nesta etapa de utilizamos técnicas de exposição gradual com o auxílio do Role Playing, recriando situações temidas, além de exposição interoceptiva e exposição real.
4 Identificar e trabalhar as influências dos eventos e experiências de vida que podem ter contribuído para o desenvolvimento da fobia social. Como o sofrimento ocorre em situações sociais, seu desenvolvimento sofre direta influência das experiências anteriores de relacionamentos interpessoais e dos eventos que podem ter abalado a segurança da pessoa nos ambientes sociais. É comum, por exemplo, a pessoa se imaginar sendo observada por "alguém crítico”. Este “outro crítico” pode derivar da “projeção”, muitas vezes não consciente, de uma figura crítica da história de vida da pessoa. Pode ocorrer também a projeção de auto-críticas que a própria pessoa se faz e não assume. Durante o tratamento podem emergir memórias de situações sociais constrangedoras que a pessoa não se lembrava mais. Uma análise destes processos permite uma compreensão individualizada do caso e é fundamental para a superação deste estado de ansiedade social intensa.
Para a maioria dos casos de Fobia Social o tratamento psicológico especializado é suficiente, enquanto alguns casos mais severos se beneficiam de um tratamento conjugado de atendimento psicológico e medicação.
Sintetizando, um tratamento psicológico eficaz da fobia social inclui:
(1) aprendizado de autogerenciamento e autocentramento
(2) trabalho com as distorções cognitivas
(3) desensibilização gradual
(4) identificação e elaboração de experiências anteriores relacionadas à ansiedade social

Na fobia social a pessoa se sente ansiosa em "situações sociais", quando pode estar sendo observada pelos outros. A pessoa fica insegura, temendo pelo seu desempenho e preocupada com o que poderão pensar dela naquele estado. O grau de ansiedade pode ser muito intenso, podendo chegar a uma crise de pânico.
As situações sociais temidas podem ser variadas, como escrever na frente dos outros, falar em público, comer em lugares públicos, entrar em lugares cheios, ir a uma festa, fazer uma entrevista de emprego, conversar etc.
O Transtorno de Ansiedade Social pode ser classificado em dois subtipos. Um subtipo denominado generalizado, na qual a pessoa teme quase todas as situações sociais: conversar, namorar, sair em lugares públicos, falar, comer, escrever em público, etc
E um subtipo denominado não generalizado, ou restrito, no qual a pessoa teme uma ou poucas situações sociais específicas.
Durante a situação social a ansiedade tende a persistir levando a pessoa a ter que suportar níveis altos de sofrimento. Quando sai da situação, a ansiedade tende a diminuir significativamente, o que reforça tendências de fuga e evitação de novas situações. A expectativa de viver um evento social pode ativar ansiedade e levar a pessoa a evitar as situações sociais temidas. Este comportamento de evitação tende a ir limitando a vida da pessoa.
A fobia social se diferencia da timidez comum pelo grau de intensidade da ansiedade gerada antes e durante a situação social e pelo grau de prejuízos que traz à vida da pessoa, com comprometimentos que podem alcançar a esfera profissional, escolar e social. Poderia ser chamada de "timidez patológica".
Pelo caráter pouco conhecido do transtorno muitas pessoas só procuram ajuda quando seu quadro está associado a outros problemas. A fobia social tende a abalar a auto-estima da pessoa e pode contribuir para o desenvolvimento de depressão, abuso de álcool e drogas e outros quadros ansiosos.
A Fobia Social é reconhecida pela Organização Mundial da Saúde como um transtorno psicológico. As pesquisas indicam que entre 4 e 12% de pessoas vão apresentar transtorno de ansiedade social em algum momento de suas vidas.
SINTOMAS
Numa situação social temida a pessoa com fobia social apresenta sintomas de ansiedade e sintomas situacionais.
Os sintomas de ansiedade podem incluir palpitações, falta de ar, tontura, sensação de desmaio, enrubescimento, suor, etc.
Os sintomas situacionais podem variar como: tremer e não conseguir escrever, gaguejar, travar a garganta e não conseguir engolir, sentir vontade de ir ao banheiro, dar um branco e não lembrar de algo importante, etc. Estas reações produzem forte insegurança, levando a pessoa a duvidar de sua capacidade de conseguir desempenhar aquela função social.
É comum que a pessoa comece a temer antecipadamente sentir-se mal nas situações, o que dispara uma ansiedade antecipatória forte. Há um medo de se sentir embaraçado, inadequado e não se sair bem na situação. A dúvida e a incerteza produzem insegurança e ansiedade. Uma das conseqüências é a pessoa começar a evitar situações em que ela imagina que poderá passar mal, o que vai restringindo sua vida.
Uma das fantasias comuns é que os outros estão percebendo que ela está passando mal, percebendo sintomas como tremor, suor, rubor na face, alteração da voz, etc. Assim a pessoa vai ficando cada vez mais insegura e ansiosa, o que vai aumentando seus sintomas. Mesmo que ninguém esteja objetivamente olhando ou avaliando a pessoa, ela sofre com o pensamento de estar sendo observada, com receio que possam ver como ela está ansiosa, desajeitada, etc.
A análise psicológica costuma demonstrar que a pessoa com fobia social tende a colocar muita importância na opinião dos outros. É como se a pessoa estivesse des-centrada, como se o centro de sua consciência estivesse no olhar do outro e ela se olhasse a partir de fora. Há muita energia psicológica neste olhar de fora. É necessário trazer a pessoa de volta, para o seu centro interno.
TRATAMENTO
O tratamento psicológico da fobia social foca alguns pontos principais:
1 Ensinar a pessoa técnicas de autogerenciamento para aprender a regular o grau de ansiedade na situação. Este aprendizado diminui o impacto das reações de ansiedade, que minam o sentimento de segurança na situação. Desenvolve também o autocentramento, importante para a pessoa se sentir mais segura. Neste processo utilizamos métodos de autogerenciamento como o Método dos Cinco Passos, Técnicas de Relaxamento, trabalhos oculares para desenvolver a atenção, autocentramento e presença, técnicas de controle respiratório etc. Conforme a pessoa vai sendo capaz de regular sua ansiedade, aumenta seu sentimento de confiança.
2 Identificar e trabalhar com as distorções cognitivas que levam a pessoa a se sentir mais ansiosa. Há uma série de pensamentos que tendem a ficar distorcidos e exagerados, quando a pessoa, por exemplo, sente ser o centro da atenção (quando não é), imagina que estão olhando criticamente para ela (quando não estão), acha que os outros estão percebendo claramente seu estado interno (quando não estão), imagina que a ansiedade destruirá sua performance (quando poderia ter boa performance mesmo estando ansiosa) e prevê consequências catastróficas para a situação, exagerando os riscos de sua ansiedade. Aprender a identificar e avaliar objetivamente estes pensamentos ajuda a pessoa a construir uma perspectiva mais clara da situação, funcionando como um regulador da ansiedade.
3 Perder o medo da reação de ansiedade nas situações sociais. Na situação social, a pessoa teme ficar ansiosa e não saber como lidar com este estado e as consequências que ela imagina que poderiam advir. É importante perder o medo das reações de ansiedade e aprender como é possível ter um bom desempenho social com graus variados de ansiedade. Nesta etapa de utilizamos técnicas de exposição gradual com o auxílio do Role Playing, recriando situações temidas, além de exposição interoceptiva e exposição real.
4 Identificar e trabalhar as influências dos eventos e experiências de vida que podem ter contribuído para o desenvolvimento da fobia social. Como o sofrimento ocorre em situações sociais, seu desenvolvimento sofre direta influência das experiências anteriores de relacionamentos interpessoais e dos eventos que podem ter abalado a segurança da pessoa nos ambientes sociais. É comum, por exemplo, a pessoa se imaginar sendo observada por "alguém crítico”. Este “outro crítico” pode derivar da “projeção”, muitas vezes não consciente, de uma figura crítica da história de vida da pessoa. Pode ocorrer também a projeção de auto-críticas que a própria pessoa se faz e não assume. Durante o tratamento podem emergir memórias de situações sociais constrangedoras que a pessoa não se lembrava mais. Uma análise destes processos permite uma compreensão individualizada do caso e é fundamental para a superação deste estado de ansiedade social intensa.
Para a maioria dos casos de Fobia Social o tratamento psicológico especializado é suficiente, enquanto alguns casos mais severos se beneficiam de um tratamento conjugado de atendimento psicológico e medicação.
Sintetizando, um tratamento psicológico eficaz da fobia social inclui:
(1) aprendizado de autogerenciamento e autocentramento
(2) trabalho com as distorções cognitivas
(3) desensibilização gradual
(4) identificação e elaboração de experiências anteriores relacionadas à ansiedade social
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